sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Desdeixar.

Desprimeiro.

Há tantas fotos. Tantas. Que eu procuro ver a diferença entre a menina de prováveis 5 anos com uma maçã verde na boca e a de hoje. Penso sobre todos esses momentos de quando você não pensava tanto. E neste lugar, em que provavelmente você já se sentiu tão deslocada, eu não sei o que não-sentir. Estou bem. Quem sabe... Eu posso até ver a minha casa, se procurar bem pela janela. Quem sabe, eu posso até arranjar uma boa desculpa para as faltas. Estou satisfeita. Sabe a recompensa que vem antes de fazermos qualquer coisa? Estranho, eu sei, mas ainda é... assim. Entende? E sabe o que é melhor que brigadeiro e doce-de-leite misturados, depois do almoço? Não, não quer. Mas ainda assim, saiba: Eu gosto desses silêncios. Não são silêncios de não-quero-falar-sobre-o-assunto. Mas, ainda, são os de não-precisamos-falar-se-não-quisermos-falar. Está bom assim? É relaxante depois desses meses, desse ano, desse dia. Quando me sentia... longe. Já estou me sentindo bem.
E eu vou te contar das quartas-feiras em que eu estiver com medo de um futuro próximo. Das quintas-feiras sonolentas. Das segundas de pizza de margherita. De uma sexta que não acaba. Eu vou olhar pra todos esses dias, e vou pedir pra você me escutar. Porque talvez. Talvez eu tenha perdido tantos abraços, que hoje em dia, tenho medo de perder o seu.
Me deixo estar no meio do seu quarto. Tão meio quanto uma cama no canto, pode ser.
Toscana, digo sem querer, lendo sua camiseta.
Lá pela Itália, você responde.
É...?
Você ri um pouco.
Quer saber o que é mais engraçado? Não, não quer.
Quero. Não, não quero.
Estou feliz por ter voltado a ser assim.
Foi o que eu lhe disse, e ainda, estou dizendo agora.

Um comentário:

Joselyne Baldeón disse...

pode parecer, mas não esqueci